NOTICIA - 24/06/05:
Pós Graduação em QUADRINHOS APLICADOS NA PRÁTICA na Cásper Líbero

 
 

Press Release

 
 

Estão ABERTAS as inscrições para o ÚNICO curso de Pós Graduação em QUADRINHOS APLICADOS NA PRÁTICA na FACULDADE CASPER LÍBERO

"HISTÓRIAS EM QUADRINHOS COMO FERRAMENTA DE PROPAGANDA, MARKETING, TREINAMENTO E ENSINO".

O curso inédito e pioneiro no BRASIL apresenta uma visão panorâmica da história das histórias em quadrinhos (HQ) como ferramenta de Propaganda e Marketing, bem como também instrumental para Treinamento de RH ; HQ cujo uso em classe é recomendado nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN-97) do MEC. Principais gêneros, personagens e autores, elementos da linguagem e seu emprego adequado aos hábitos de leitura dos alunos e às disciplinas de 1º, 2º e 3º graus, como recurso de apoio ao ensino e material didático.

  • 1. Público Alvo: Profissionais e Comunicação e Marketing interessados na linguagem da HQ ciomo ferramenta de comunicação empresarial para público interno ou clientes-consumidores e Professores interessados no emprego da HQ como recurso auxiliar da aprendizagem.
     

  • 2. Objetivos: Apresentar a linguagem da HQ como ferramenta de Propaganda e Marketing e apoio no ensino e os critérios de seu uso e/ou seleção do material adequado.
     

  • 3. Metodologia: Aulas expositivas com diapositivos, transparências e material impresso (revistas, álbuns e fanzines).

Justificativa: As HQs são um divertimento com o qual os jovens e adolescentes estão familiarizados e que prendem sua atenção pelo prazer, sendo seu primeiro contato com linguagens plásticas desenhadas e com narrativas, iniciando seu contato com a linguagem cinematográfica e a literatura; podem ser empregadas como estímulo à aprendizagem trazendo o conteúdo programático À realidade palpável do aluno.

ENTREVISTA COM O PROFESSOR FLÁVIO CALAZANS, DOUTOR PELA USP E LIVRE-DOCENTE PELA UNESP:

- O que faz das HQs um importante veículo de aprendizado?
CALAZANS - O curso HISTÓRIAS EM QUADRINHOS COMO FERRAMENTA DE PROPAGANDA, MARKETING, TREINAMENTO E ENSINO emprega o concreto e figurativo dos desenhos para comunicar idéias e procedimentos, pois conceitos abstratos podem ser visualizados em metáforas explicativas compreendidas por analfabetos ou crianças, e há o aspecto lúdico, de prazer, ninguém nunca foi obrigado a ler quadrinhos, as imagens são associadas inconscientemente com prazer e diversão, e nas questões de treinamento, processos ou metodologias podem ser explicados passo a passo, como um manual ilustrado de treinamento, que supera o vídeo por ter o ritmo de leitura e repetições comntrolado pelo leitor que guarda o manual e o lê sempre que desejar.(HQ) como ferramenta de Propaganda e Marketing, bem como também instrumental para Treinamento de RH é algo muito conhecido no exterior mas pouco compreendido no Brasil, e há muito uso errado que este curso busca explicar, não é um curso para desenhistas, e ao contrário, objetiva fornecer as ferramentas técnicas para a escolha da hq adequada ao objetiovo da empresa ou candidato eleitoral, ilustrado com os principais gêneros, personagens e autores, elementos da linguagem e seu emprego adequado aos hábitos de leitura do público-alvo, funcionário da empresa (RH) ou eleitor.

- A aplicação pedagógica pode ir vai além da introdução infantil à alfabetização?
CALAZANS - Sim, no curso trarei exemplos de quadrinhos de propaganda política e eleitoral, publicidade de produtos, treinamento de CIPA, treinamento de operar maquinário e tecnologia, educação ecológica, educação sexual, propaganda ideológica (e até um secreto panfleto de guerrilha urbana de uma prefeitura petista incentivando depredação de ônibus e ensinando como estourar pneus e colocar açúcar no tanque, etc..) e tudo o que puder ser ensinado com palavras e imagens pode ser ensinado pelos quadrinhos, que contém texto nos balões e imagens desenhadas. veja em www.calazans.ppg.br setor verde - GTHQ e http://marcadefantasia.sites.uol.com.br/albuns.htm

- Há ainda resistência aos quadrinhos?
CALAZANS - Dependendo da pedagogia -se repressora e opressora- pode haver resistências a aprender com prazer, mas aí recorde-se que o uso em classe dos quadrinhos é recomendado nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN-97) do MEC. O que tenho percebido é ignorância e desinformação, as pessoas só conhecem pato donald ou mônica e cebolinha e assim que são apresentadas a outros gêneros diferentes do infantil ou humor compreendem o potencial da HQ, é como se as pessoas só assistissem cinema de ação de hollywood e você precisa mostrar a elas que existe Felini, Kurosawa, etc.. que existe DOCUMENTÁRIO, que cinema de autor é uma forma de arte, etc..é preciso paciência para lutar contra a desinformação...Confucio disse - não lute contra o ignorante, combata a ignorância dele informando-o.

- Comente um pouco o conteúdo programático ministrado no seu curso da Cásper Líbero.
CALAZANS - É um curso prático que objetiva fornecer as ferramentas técnicas para a escolha da hq adequada ao objetivo da empresa ou candidato eleitoral, ilustrado com os principais gêneros, personagens e autores, elementos da linguagem e seu emprego adequado aos hábitos de leitura do público-alvo, funcionário da empresa (RH) ou eleitor. Abordaremos os principais Gêneros de quadrinhos: infantil, aventura, terror, ficção científica, humor, erótico, etc. Emprego no livro didático/panfleto como ilustração/demonstração e no treinamento de RH. Critérios de como julgar a HQ adequada ao público alvo-target e seu ambiente cultural/econômico.

CALAZANS - - Dez livros mais interessantes para serem usados em aula.

1-CALAZANS, Flávio Mário de Alcantara. Histórias em Quadrinhos no Brasil: Teoria e Prática. São Paulo, INTERCOM/Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, GT Humor e Quadrinhos, 1997. (Coleção GTs INTERCOM, v. 7) (Organizador)ISBN 85-900400-1-1 (Coletânia das pesquisas produzidas por autores de hq com mestrado e doutorado nos congressos da Intercom)

2-BANDE DESSINÉ ET FIGURATION NARRATIVE [por] Pierre Couperie [et alii] .Paris, Musee des Arts Decoratifs/Palais du Louvre, 256p.il.[1967] (Livro de estudos da exposição do Louvre que marcou época quando a HQ estava sendo aceita como Arte nos anos 60.Considerada como Literatura Desenhada.)

3-CHULIÁ, J.V. Alan Moore, el señor del tiempo[.s.l.p.] Edicíon Global [1996].(Nexus n.4). (Críticas detalhadas da evolução do roteirista inglês Moore e suas mensagens político-ecológicas , obra indispensável para compreender-se o conceito atual de autoria na HQ.)

4-COMA, Javier. El ocaso de los héroes en los comics de autor. Barcelona, Ed.Península, 1984.
(Registro detalhado do processo internacional do autor da obra tornando-se referência maior do que seus personagens, sintoma da maturidade estética da HQ semelhante ao ocorrido anteriormente com o Teatro, Literatura e Cinema. São estudados autores como Feiffer, Crumb, Corben, Bodé, Crepax, Bourgeon, Druillet, Moebius e outros, destaque para a história da revista Pilote de Goscinny e os grupos de autores dissidentes que fundam a revista "Métal Hurlant"que inspirará a estética "Heavy Metal"na HQ internacional, consagrando o autor.)

5-DORFMAN, Ariel & MATTELART, Armand. Para ler o Pato Donald: comunicação de massa e colonialismo; tradução de Álvaro de Moya. 2. Edição. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1980. (Clássico imprescindível da Teoria Hegemônica que denuncia a dominação cultural dos comics americanos.)

6-IKOMA, Fernando. A técnica universal das histórias em quadrinhos. São Paulo, Edrel [s.d.]
(Manual técnico de Ikoma, que junto com Cláudio Seto introduziu a linguagem do mangá no Brasil. Ensina a fazer HQ adaptando as técnicas japonesas ao Brasil.)

7-IMBASCIATI, Antonio & CASTELLI, Carlo. Psicologia del fumetto. Firenze, Guaraldi Editore [1975] p. 79-245 (Estudo psicológico dos quadrinhos e seus personagens onde populações de leitores projetam seu inconsciente.)

8-LENT, John A. Comic art in Africa, Asia, Austrália and Latin America: a comprehensive, international bibliography compiled by John A. Lent. USA, Greenwood Press, 1996. [p.xxxii agradecimento pela colaboração de Flávio Calazans no Brasil].

9-MARNY, Jacques. Sociologia das histórias em quadrinhos; prefácio de René Goscinny; tradução de Maria Fernanda Margarida Correia. Porto civilização, sd. (Estudo sociológico da HQ e os grupos sociais que a consomem.)

10-TISSERON, Serge. La B.D. au pied du mot. France:Editions Aubier.1990. (Estudo psicanalítico das Histórias em quadrinhos franco-belgas, biografia dos autores, angústias e motivações sublimadas e projetadas nos personagens ocasionando identificação com os leitores com os mesmos tipos psicológicos.)

 
     
 

>> Serviço:

 
 

Pós Graduação em QUADRINHOS APLICADOS NA PRÁTICA
FACULDADE CASPER LÍBERO
End.: Av. Paulista, 900 - São Paulto
Inscrições: de 01/06/2005 a 22/07/2005 (de Segunda a Sexta, das 10 às 22 horas)
Tel.: (11) 3170-5875 / Fax: (11) 3253-8078.
site: www.facasper.com.br/pos

 
       
 

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