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Homenagem a Flávio Colin

 

Por Beto Honório

O mestre das HQ nacionais, Flávio Colin, estava internado numa UTI e faleceu vítima de insuficiência respiratória aos 72 anos na madrugada de 13 de agosto de 2002.

Flávio Colin iniciou sua carreira na década de 50, aos 20 anos de idade, na extinta RGE (Rio Gráfica Editora) e mesmo quando precisou se afastar da produção ‘quadrinhística’ em si, Colin levou a linguagem das HQ para onde quer que estivesse o seu ‘ganha pão’ - como a adaptação do seriado radiofônico 'O Anjo', um sucesso de rádio da época.

No inicio da década de 60, o Mestre ilustrou dezenas de estórias de terror que se tornaram clássicos dos quadrinhos nacionais como a 'O Morro do Enforcados' e criou a série em tiras 'Vizunga' que foi publicada em jornais de todo o país.

Em meados dos anos dos 60 viu nas agências de publicidade uma complementação de renda que os quadrinhos não ofereciam. Produziu centenas de story boards para campanhas publicitárias, entre elas, a campanha do refrigerante Fanta estrelado por Robin Hood. E acabou se afastando temporariamente da produção de histórias em quadrinhos.

Com o álbum 'O Grande Livro do Terror' na década de 70, retornou ao cenário dos quadrinhos. Seu traço evoluiu e seu estilo tornou-se mais marcante.

Sempre defendeu os quadrinhos nacionais e dizia que os super-heróis “são coisas de gringo”. Com um traço pessoal, Flávio Colin nunca teve o reconhecimento do grande público, mas era muito conhecido e até cultuado na comunidade de quadrinhistas nacionais.

Foi premiado por diversas vezes sem reflexo financeiro. Entre os álbuns premiados que tiveram ilustrações do Mestre, podemos citar: 'A Mulher Diaba' - Editora Sampa, 'O Boi das Aspas de Ouro' - Editora Escala e 'Estórias Gerais' - edição independente em parceria com Wellington Srbek.

Flávio Colin não mudou seu estilo e tão pouco deixou de retratar o universo brasileiro em suas ilustrações no decorrer de sua jornada e quem sabe agora, depois de sua morte – infelizmente nossa sociedade tem a macabra tendência em reconhecer a obra de um grande artista somente após a morte, o saudoso Colin assuma seu posto de um dos maiores mestres do quadrinho nacional.

“...'Histórias Gerais', álbum com 150 páginas com traço de Flávio Colin e que recebeu os prêmios Angelo Agostini de melhor roteiro e desenho. A aventura passada no sertão mineiro dos anos 30...”

Douglas Prieto Portari - Jornal da Tarde

 
 
 

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