Poesia:
Itinerante Amor

 

 

 

 

 

 

Arde-me inteiro o itinerante e débil amor.
Rio caudaloso a percorrer montanhas.
Indomável cachoeira a trovejar,
até tombar na abismal planície
e cavalgar-lhe todas as entranhas.

E trôpego, ainda rastejar,
qual suicida, arrependido e débil,
cambaleando pra qualquer lugar.

E sôfrego, ainda palpitar
seu último suspiro. Estertor.
Até morrer, silencioso e inerte,
no jazigo abissal do imenso mar.
Cala-me inteiro o errante e vil amor.

 
   

Kátia Drummond

 
     
 

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Kátia Drummond
Sintra, Portugal
e-mail: katiadrummond@netcabo.pt

 
     
 

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