Poesia:
Não quero ver nenhuma face da morte

 

 

 

 

 

 

Não quero ver nenhuma
face da morte.
Sou todo sofrimento e dores
e o medo de ser possuído.
Espero Deus
e sua tranqüilidade.

Caso os impulsos sejam
cumpridos,
de quem será a culpa?
Eu não sou eu.
Definitivamente.

Quem sou?
O que há em mim?
Projetei minha própria
psicose?
Louco tem consciência de
sua loucura?

Um dia, serei feliz?
Poderei destruir a mim
mesmo, antes que destrua
a alguém?
Por que ela, especificamente,
não sai de meus
pesadelos na vigília?
Oh, Deus,
onde está sua tranqüilidade?

Eu, realmente,
caminho nas nuvens?
Que espécie
de sentimento obtuso
abateu-se sobre mim?
Eu queria apenas viver
sem ter que lutar
contra os hormônios.

 
   

(13/11/92)
Rynaldo Papoy

 
     
 

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e-mail: baianorynaldopapoy@yahoo.com

 
     
 

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