Poesia:
De um sonho

 

 

 

 

 

 

Tão livre me sentia, e leve.
Era um pequeno bosque
de árvores como sombras chinesas
recortadas de encontro ao luar.
Olhava aí os melros. Andavam em baloiços
iguais ao que me deram em garoto.

Por isso não cantavam os melros.
E porque cantariam
se andar de baloiço é mais alegre?

Nem sei há quantos anos
eu não via um bosque encantado
com melros de verdade a baloiçar.

 
   

Nuno Dempster

 
     
 

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Nuno Dempster
(Portugal)
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