Poesia:
Liberdade Reprimida

 

 

 

 

 

 

Oh...liberdade! Por que me largaste aqui?
Um pássaro aniquilado, que lado prosseguir?
Diga-me liberdade! Como fui parar aqui?
O pássaro triste, sem percepção pra conseguir..

Liberdade reprimida, o mesmo dedo na ferida...
Liberdade sangrenta, nem o juízo agüenta...
Liberdade sangria...Um pássaro em noite fria;
Liberdade delinqüente, apenas uma pena quente!

Liberdade sucessiva...Quero uma gaiola passiva!
O pecado promete uma permissão pra voar...
Sem jaulas, sem fronteiras...Besteiras ao luar...

Retém uma regularizada regência do promiscuidor
Um canto de guerra e assobios de amor...
É um pássaro que procura seu aconchego
O fio elétrico libertará seu único apego...

Liberte o pássaro que em sua alma sempre agrega;
Liberte-o do juízo insano que há em quase toda regra!
Se por conseqüência não encontrar uma sombria árvore...
Pelo menos se liberte; Sóbria solidão de mármore!

 
   

Poet@lma - Vinícius R. Bueno

 
     
 

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