Folhetim (29/06/2005):
O Homem que comprou o corpo de Cristo

 

 

 

Por Rynaldo Papoy

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CAPÍTULO 2

Então José recebeu uma carta do pai de sua noiva, informando-lhe de que ela estava quase morrendo e queria vê-lo.

José, também sob protesto de seu pai, que não ficava confortável em ver seu filho ao lado de uma moribunda, correu para Belém e ficou ao lado de Maria, até que ela morreu.

José ficou ao lado do calvário da noiva por uma noite inteira, sem conseguir sair de lá, até que seu sogro veio recolhê-lo para sua casa e lhe ofereceu comida, mas José recusou. Não tinha fome alguma.

O comerciante de Arimatéia voltou para casa e a partir daquele dia tornou-se uma pessoa triste, amargurada, que nunca mais iria se envolver com alguém. Seu coração estava agora enterrado junto com sua noiva.

Numa tarde, foi ao templo de Salomão fazer sua doação anual para os pobres. Sabia que o dinheiro não iria para os pobres, mas fazia a doação do mesmo jeito.

Estava agora com 40 anos.

Quando saía do Templo, José cruzou com um homem conversando com algumas pessoas. Um profeta, certamente, pois ali ao lado do Templo havia um grande número deles. Mas aquele especificamente chamou sua atenção.

O profeta parou de falar e olhou para ele, sorrindo.

- José de Arimatéia.

- Como sabe quem sou?

- Voltaremos a nos ver, em breve. - concluiu o profeta e foi embora, perseguido por alguns homens.

José segurou o braço de um deles e perguntou quem era aquele profeta.

- Jesus de Nazaré. - respondeu, partindo também.

José ficou estático novamente. Era o garotinho que ele havia ajudado, vinte e dois anos antes.

 
     
 

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