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Folhetim
(22/06/2005): |
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Por Rynaldo Papoy |
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CAPÍTULO 1 Esta história aconteceu dois mil anos atrás, na Judéia, onde hoje é Israel. Lá nasceu José de Arimatéia, filho de um rico negociante de tecidos, dez anos antes de Jesus. José estava prometido a uma filha de um amigo do pai dele, chamada Maria. Eles se conheciam desde crianças e o casamento estava marcado para algumas semanas depois de Maria cair muito doente. Na época não sabiam qual o mal de Maria, mas perceberam que seus movimentos foram desaparecendo, até que ela não pôde mais sair da cama. José de Arimatéia ficou muito deprimido, pois naquele momento percebeu o quanto a amava. E o quanto não queria que ela morresse. Seu pai, que se chamava Judas e sua mãe, Raquel, tentavam confortá-lo e animá-lo. José era o único filho de Judas e aos 18 anos era seu braço direito nos negócios. Numa tarde, ele e seu pai estavam entrando em Belém, onde comercializavam tecidos, quando uma criança caiu em sua frente, ao perseguir uma pomba. José imediatamente se ajoelhou para ajudar o garoto e ao ver que seu joelho direito estava ferido, resolveu limpar com seu próprio vestido, para o horror do seu pai, judeu tradicionalista que jamais limparia o sangue de alguém com sua própria roupa. Os pais do garotinho se aproximaram, tocados com tamanha bondade do jovem rico comerciante, para agradecer. - Está doendo? - perguntou José de Arimatéia ao garoto, que balançou a cabeça negativamente. José ficou surpreso ao constatar que o joelho do garoto estava totalmente limpo, sem sinal de ferimento algum. Bem como sua roupa estava limpa também. - Veja! - disse José ao garoto. - Pensamos que você estava machucado, mas seu joelhinho está em perfeito estado. - Vamos, Jesus. - disse o pai do garoto, completando para José. - Obrigado por ajudar meu filho. - José... - disse o pequeno Jesus, olhando para o comerciante. - Vamos nos encontrar novamente... E se foi. José ficou estático. O garotinho sabia seu nome e disse que eles se encontrariam novamente. - Você ouviu o que o menino disse, pai? - Não. - resmungou seu pai, aborrecido. Seu pai não tinha ouvido a frase do garoto, apenas José. Nem naquela noite, nem em nenhuma outra noite ou dia, aquele garotinho, de nome Jesus, saiu de sua mente. |
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Rynaldo Papoy - Ator e Escritor
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