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RESENHA
(27/10/06): |
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Por Renato Rosatti |
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Em 1974, nos Estados Unidos, o jovem Ronald DeFeo assassinou brutalmente com uma espingarda sua família (pai, mãe e quatro irmãos), enquanto dormiam em suas camas. Sua explicação para a chacina é que ele estava agindo conforme a orientação de uma voz misteriosa que ordenava os assassinatos. Um ano depois, a imensa casa que serviu de palco para a carnificina, situada em Amityville, Long Island, recebeu novos moradores, a família Lutz, formada pelo casal George e Kathy, e os três filhos pequenos. Depois de apenas 28 dias, eles fugiram desesperados alegando a existência de entidades malignas assombrando a casa. Ambas as histórias foram consideradas casos reais, que inspiraram o autor Jay Anson a escrever um livro muito interessante em 1977 (e que tive o privilégio de ler em 1981 numa edição de capa dura lançada pelo “Círculo do Livro”). O livro prende a atenção do leitor, narrando as terríveis experiências vividas pela família Lutz, e serviu de base para o roteiro de Sandor Stern na realização de um filme dois anos depois, chamado por aqui de “A Cidade do Horror”, dirigido por Stuart Rosenberg e estrelado por James Brolin e Margot Kidder como o casal Lutz.
George Lutz (Ryan Reynolds) é o novo marido de Kathy (Melissa George), e o padrasto de seus filhos Billy (Jesse James), Michael (Jimmy Bennett) e Chelsea (Chloe Grace Moretz). A família está procurando uma nova casa para morar e encontra uma mansão de estilo colonial holandês à venda por um preço bem inferior de seu valor real. O motivo da desvalorização é por causa um crime hediondo cometido entre suas paredes, com o jovem Ronald DeFeo (Brendan Donaldson) matando a sangue frio sua família inteira, alegando obedecer a ordem de uma voz em sua mente. Apesar da tragédia ter ocorrido na casa, os Lutz decidem se mudar. Mas, com o passar dos dias, uma série de acontecimentos estranhos, bizarros e misteriosos, obrigou a família a fugir antes de completar um mês. Nem o padre Callaway (o veterano Philip Baker Hall) conseguiu ajudar, pois ao tentar benzer a casa ele foi ameaçado por uma voz que ordenou que ele saísse imediatamente. A família Lutz abandonou tudo para trás, alegando que a casa era possuída por algo maligno, e que estava influenciando diretamente através da deterioração gradual da personalidade de George, tornando-o progressivamente perigoso e ameaçador para a segurança de todos ao seu redor.
O filme tem ainda ao seu favor um ritmo narrativo bastante intenso, não perdendo tempo com eventuais situações menos relevantes, partindo rapidamente para a apresentação do drama enfrentado pela família Lutz, vivendo numa casa que foi palco de mortes violentas e origem de manifestações para-normais assustadoras. A franquia é muita conhecida no cinema de horror, e mais especificamente dentro do subgênero sobre casas assombradas. E é também uma das sagas que tem a maior quantidade de filmes, ao lado de outras como “Colheita Maldita”, “Halloween”, “Sexta-Feira 13”, “Grito de Horror”, “A Hora do Pesadelo”, etc. Além dessa refilmagem de 2005, a série é composta por “A Cidade do Horror” (The Amityville Horror, 79), “Terror em Amityville” (Amityville 2: The Possession, 82), “Amityville 3-D” (83), “Amityville 4: A Maldição” (Amityville 4: The Evil Escapes, 89), “Amityville 5” (The Amityville Curse, 90), “Amityville 6 – Uma Questão de Hora” (Amityville 1992: It’s About Time, 92), “Amityville 7: Uma Nova Geração” (Amityville: A New Generation, 93), “Amityville 8: A Casa Maldita” (Amityville: Dollhouse, 96), e finalmente por “Amityville 2000” (2000), que na verdade é um documentário produzido especialmente para a televisão. |
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"Horror em Amityville"
(The Amityville Horror, 2005)
“Horror em Amityville” (The Amityville Horror, Estados Unidos,
2005) |
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Cinema (LIGA FANZINE) - O fantástico mundo das tela |
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