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RESENHA
(27/10/06): |
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Por Renato Rosatti |
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“A Ilha” é ambientado num futuro próximo (o ano é 2019), e uma empresa científica de grande porte, liderada pelo Dr. Merrick (Sean Bean), mantém num complexo de alta segurança centenas de seres humanos numa espécie de sociedade artificial, sempre usando o mesmo estilo de roupas, sem grandes alternativas de alimentos, realizando os mesmos trabalhos, não podendo cultivar amizades muito próximas (principalmente entre homens e mulheres), e vivendo as mesmas rotinas diárias. Na verdade, eles são clones, identificados apenas como “produtos” por seus criadores. Isso não é nenhuma revelação confidencial ou “spoiler”, pois em muito pouco tempo o roteiro já informa o espectador da realidade dos fatos e até o trailer do filme evidencia essa informação, que a propósito, foi uma decisão equivocada dos produtores, pois seria mais interessante o público descobrir isso somente ao assistir o filme e não saber previamente, no caso daqueles que viram antes o trailer promocional. O objetivo da existência dos clones é apenas servir de doadores de órgãos para seus “donos”, algo como “gado num matadouro”, prolongando a vida de pessoas ricas que investiram muito dinheiro na criação de cópias de si mesmas. Eles receberam uma lavagem cerebral com uma história simulando uma realidade para seus passados, além de informações que revelam que são sobreviventes privilegiados de uma contaminação que assolou o mundo exterior, e são condicionados para terem como maior motivação de suas vidas a ida para a “ilha”, que seria o único paraíso ainda existente no mundo, sendo que os vencedores são sorteados numa loteria.
“A Ilha” é um filme com muita correria, perseguições, tiroteios, ação desenfreada, num típico “cinema pipoca” com bons momentos de diversão sem compromisso, desde que o espectador não leve a sério os exageros do roteiro, como a fuga inverossímil do jovem casal de heróis da empresa de clonagem (protegida por um esquema sofisticado de segurança), ou nas ruas de Los Angeles, onde escapam ilesos de intensas perseguições. Ou ainda na cena forçada onde eles sobrevivem após uma queda juntamente com a pesada estrutura de um logotipo de uma empresa, que estava no alto de um prédio (tanto que até um dos personagens, um trabalhador de uma obra civil que testemunhou a queda dos jovens, fez questão de dizer que eles estavam vivos graças a um milagre divino).
Como pontos positivos, temos as boas atuações do casal Ewan McGregor e Scarlett Johansson, algumas piadas sutis e interessantes (como aquelas envolvendo a nacionalidade escocesa de Ewan), as cenas de ação e perseguições filmadas num ritmo alucinante, com efeitos especiais convincentes de tirar o fôlego do espectador, e aquela seqüência onde um grupo de “produtos defeituosos”, ou seja, clones humanos que desenvolveram uma capacidade de questionar e eventualmente poder descobrir a verdade sobre suas vidas, que são escoltados por uma equipe de segurança até uma câmera de gás, onde são enganados e encaminhados para a morte, de forma similar ao que ocorreu na Segunda Guerra Mundial com os judeus sendo vítimas dos alemães nazistas. |
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"A Ilha"
A Ilha (The Island, Estados
Unidos, 2005). |
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Cinema (LIGA FANZINE) - O fantástico mundo das tela |
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