|
|
|
|
|
RESENHA: |
||
|
|
Por Renato Rosatti |
|
|
“Eles voltaram para o juízo final”
A sequência, intitulada “Rios Vermelhos 2: Anjos do Apocalipse” chegou aos cinemas brasileiros em 01/10/04, quase sete meses depois de seu lançamento oficial em 18/02. E nesse caso vale registrar como existe incompetência na distribuição dos filmes que chegam ao Brasil, pois a “Europa Filmes” preferiu lançar nos cinemas a continuação de um filme francês (que apesar de interessante não é muito conhecido por aqui) em vez de estrear na tela grande a refilmagem de 2003 do clássico “O Massacre da Serra Elétrica”, cuja até a segunda parte já está em produção nos Estados Unidos. Tanto que “Rios Vermelhos 2” entrou em cartaz em poucas salas de exibição e quase não recebeu atenção da mídia, sendo pouco comentado. A história apresenta um novo caso de
violentos homicídios tendo o detetive Niémans na Mais mortes sangrentas acontecem com direito a olhos arrancados, crucificações e cabeças decepadas, através da ação obscura de monges com agilidade e força muito acima de qualquer ser humano normal (o filme até procura esclarecer essas questões, porém o roteiro exagera no fato dos templários serem imunes aos disparos de armas de fogo contra seus corpos). Os assassinatos envolvem assuntos delicados sobre religião, eventos históricos com o poderoso império católico do Vaticano e a temível profecia do apocalipse, com a existência de uma seita secreta liderada pelo misterioso Ministro da Cultura e Religião de Berlim, na Alemanha, Heinrich von Garten (o ícone Christopher Lee), que está caçando de forma sangrenta um grupo de fanáticos religiosos que estavam simulando Jesus e os Doze Apóstolos, inclusive exercendo na vida real as mesmas profissões que os seguidores de Cristo descritos na Bíblia. “Rios Vermelhos 2” tem todos aqueles elementos típicos de um bom thriller policial, explorando a exaustiva condução das investigações de uma dupla de detetives sobre uma série de assassinatos com requintes de crueldade, motivada por assuntos religiosos e bíblicos sobre o juízo final. O filme está num nível muito próximo de seu antecessor produzido quatro anos antes, com uma história igualmente interessante e intensa de momentos de ação, perseguições tensas (em especial uma longa sequência envolvendo um monge assassino e o policial Reda), tiroteios pesados e mortes brutais. Curiosamente, para manter uma relação com o filme original, o roteiro reservou um diálogo entre Niémans e Reda onde eles comentam o conhecido medo de cachorros do policial mais velho, o qual inclusive revelou que superou esse problema adotando até um “yorkshire”, que é uma raça de cães pequenos e inofensivos (nesse momento Reda ironizou a atitude de seu parceiro comparando o cachorrinho com um porquinho da índia...). Outra referência ao primeiro filme foi uma citação ao caso anterior de Niémans, que teve uma experiência turbulenta nas montanhas geladas nos Alpes...
Por ser um filme europeu com um apelo comercial menor do que a infinidade de produções americanas que chegam ao Brasil, de todos os gêneros e níveis de qualidade, é curioso notar como “Rios Vermelhos 2” entrou em cartaz em nossos cinemas em vez de ir diretamente para o mercado de vídeo, como outros casos similares. Podemos dizer que foi um privilégio ver o filme na tela grande e eu não me importaria se produzissem mais uma aventura policial com o Comissário Niémans...
'Rios Vermelhos 2: Anjos do Apocalipse' |
|
|
|
||
|
Rios Vermelhos 2: Anjos do Apocalipse Direção de Olivier Dahan. Roteiro de Luc Besson, baseado em personagens criados por Jean-Christophe Grangé. Produção de Alain Goldman e Luc Besson. Música de Colin Towns. Fotografia de Alex Lamarque. Edição de Richard Marizy. Desenho de Produção de Olivier Raoux. Elenco: Jean Reno (Comissário Pierre Niémans), Benoît Magimel (Reda); Christopher Lee (Heinrich von Garten); Camille Natta (Marie); Johnny Hallyday; Gabrielle Lazure; Augustin Legrand; Serge Riaboukine; André Penvern, Francis Renaud, David Saracino. |
![]() |
|
|
Cinema (LIGA FANZINE) - O fantástico mundo das tela |
|
||