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RESENHA: |
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Por Renato Rosatti |
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Uma
franquia de Ficção Científica que alcançou um sucesso colossal dentro da
história do gênero certamente foi 'Jornada nas Estrelas' (Star
Trek), criada por Gene Roddenberry há quase 40 anos atrás.
Inicialmente ela surgiu como uma série de TV produzida em três temporadas
entre 1966 e 1969, conhecida agora como “série clássica”,
apresentando a nave estelar “Enterprise” com sua tripulação principal
formada pelo Capitão James T. Kirk (William Shatner), o
oficial de ciências vulcano Sr. Spock (Leonard Nimoy) e
o médico de bordo Dr. Leonard H. McCoy (DeForest Kelley),
numa missão de cinco anos viajando pela vastidão do espaço explorando novas
vidas e civilizações, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve.
Depois de conquistar o mundo com suas deliciosas aventuras, 'Jornada nas Estrelas' transformou-se numa imensa e rentável franquia, com uma infinidade de livros, histórias em quadrinhos, videogames, brinquedos e todo tipo de produtos relacionados, e que originou mais outras cinco séries para a telinha, sendo uma delas um desenho animado, produzido entre 1973 e 1974 com 22 episódios, e ainda mais 'A Nova Geração' (1987-94), 'Deep Space Nine' (1993-99), 'Voyager' (1995-2001) e finalmente 'Enterprise' (2001 e ainda em produção), com centenas de episódios cada. A franquia 'Jornada nas Estrelas' ainda é formada por mais um total de dez filmes especialmente produzidos para o cinema, começando em 1979 com 'Jornada nas Estrelas – O Filme', e seguido por 'Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan' (1982), 'Jornada nas Estrelas III – À Procura de Spock' (1984), 'Jornada nas Estrelas IV – A Volta Para Casa' (1986), 'Jornada nas Estrelas V – A Fronteira Final' (1989), 'Jornada nas Estrelas VI – A Terra Desconhecida' (1991), estes com a tripulação da série clássica, e 'Jornada nas Estrelas – Generations' (1994), 'Jornada nas Estrelas – Primeiro Contato' (1996), 'Jornada nas Estrelas – Insurreição' (1998) e por último 'Jornada nas Estrelas – Nêmesis' (2002), estes com a tripulação da série “Nova Geração”. Em 14/02/03 estreou nos cinemas pelo Brasil o décimo filme da série, “Nêmesis” (Star Trek: Nemesis). E sobre isso, um fato lamentável deve ser registrado: a incrível dificuldade em assistir o filme nas telonas, devido à disponibilidade em poucas salas, com horários ruins e pouco tempo em cartaz, numa completa falta de respeito aos fãs. Certamente esse tipo de tratamento indevido que “Nêmesis” recebeu pelos responsáveis por sua distribuição no Brasil intensifica ainda mais o desgaste da franquia e demonstra um descaso equivocado com a marca “Star Trek”.
A história mostra o Capitão Picard, como representante da Federação, envolvido numa crise política com uma raça que sempre foi ameaçadora para a humanidade, os Romulanos, dessa vez liderados por um tirano que conquistou o poder com o uso da força, Shinzon (Tom Hardy). Na verdade o vilão revela-se um clone mais jovem do próprio Picard, e suas intenções hostis forçam um confronto entre eles com importância decisiva para o equilíbrio e manutenção da paz no sistema. Shinzon precisa também realizar uma transfusão de sangue com Picard para evitar sua morte com uma doença genética. Em paralelo, destacam-se o encontro do carismático robô Data com outro andróide similar a ele, porém de fabricação anterior, chamado “B4” (um interessante trocadilho com a palavra inglesa “before”), e o casamento entre o Comandante Riker e a conselheira Deanna Troi (Marina Sirtis). Curiosamente algumas personalidades fazem rápidas participações especiais, como a sensitiva Guinan (Whoopi Goldberg), que fez parte do elenco da “Nova Geração”, a Capitã Kathryn Janeway (Kate Mulgrew), da série “Voyager”, e o diretor Bryan Singer, responsável por 'X-Men' em 2000 e 'O Aprendiz' em 1998, este baseado em história de Stephen King. Particularmente não sou fã da franquia, apenas gosto muito da série clássica do Capitão Kirk, que assistia na televisão na minha nostálgica e divertida infância. Depois vieram os filmes do cinema e todas as outras séries que não me despertaram grande interesse, acompanhando à distância. Acredito que, como em qualquer série que se torna muito extensa e complexa, com muitas informações de um universo ficcional imenso, ocorre um desgaste natural que vai afastando aos poucos os seus apreciadores, restando apenas aqueles fãs mais ardorosos e fiéis, nesse caso conhecidos como “trekkers”.
Analisando de forma independente da franquia de “Star Trek”, a produção “Nêmesis” pode ser tranqüilamente considerada um bom filme de Ficção Científica, reservando agradáveis momentos para quem procura diversão no cinema. |
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Jornada nas Estrelas: Nêmesis (Star Trek: Nemesis) Direção de Stuart Baird. Roteiro de John Logan, a partir de história de John Logan, Rick Berman e Brent Spiner, baseado em “Star Trek” criado por Gene Roddenberry. Produção de Rick Berman. Fotografia de Jeffrey L. Kimball. Música de Jerry Goldsmith. Produção Executiva de Marty Hornstein. Edição de Dallas Puett. Direção de Arte de Cherie Baker e Donald B. Woodruff. Maquiagem de Michael Westmore. Efeitos Especiais de Terry Frazee. Efeitos Visuais de Mark Forker. Elenco: Patrick Stewart (Capitão Jean-Luc Picard), Jonathan Frakes (Comandante William T. Riker), Brent Spiner (Tenente-Comandante Data), LeVar Burton (Tenente-Comandante Geordi La Forge), Michael Dorn (Tenente-Comandante Worf), Gates McFadden (Dra. Beverly Crusher), Marina Sirtis (Comandante Deanna Troi), Tom Hardy (Shinzon), Shannon Cochran (Tal’aura), Dina Meyer (Comandante Donatra), Jude Ciccolella (Suran), Alan Dale (Hiren), John Berg (Senador), Kate Mulgrew (Capitã Kathryn Janeway), Whoopi Goldberg (Guinan), Ron Perlman (Viceroy), Steven Culp, Nicholas Lanier, Susan Gibney, Bryan Singer. |
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Cinema (LIGA FANZINE) - O fantástico mundo das tela |
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