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RESENHA: |
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Por Renato Rosatti |
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Um
dos psicopatas mais populares do cinema, o Dr. Hannibal Lecter
(interpretado pelo genial Anthony Hopkins, num papel que o
consagrou), retornou em seu terceiro filme solo, após o sucesso de “O
Silêncio dos Inocentes” (1991), e o mediano “Hannibal”
(2001). Dessa vez mostrando eventos anteriores ao primeiro filme,
estreou nos cinemas brasileiros em 01/11/02 “Dragão Vermelho”
(Red Dragon), dirigido por Brett Ratner, mais conhecido
pelos dois filmes da série de comédia “A Hora do Rush”.
Contando com um elenco estelar formado ainda por Edward Norton,
Harvey Keitel e Ralph Fiennes, entre outros.
A história é ambientada antes dos acontecimentos de “O Silêncio dos Inocentes”, onde neste uma agente do FBI, Clarice Sterling (Jodie Foster), pede ajuda ao presidiário Dr. Lecter para capturar outro psicopata assassino. Em “Dragão Vermelho” a premissa básica é muito parecida introduzindo também um agente do FBI, Will Graham (Norton), que está trabalhando num caso envolvendo canibalismo e solicita auxílio ao famoso psiquiatra Dr. Lecter, vindo a descobrir mais tarde uma terrível revelação sobre seu sinistro consultor levando o médico à prisão. Saindo gravemente ferido do confronto entre eles, o agente decidiu sair do FBI indo morar com a família em Marathon, uma pequena cidade da Florida. Mas é novamente recrutado sete anos depois por seu antigo chefe, Jack Crawford (Keitel), para trabalhar na investigação de um novo caso envolvendo outro perigoso “serial killer”, obrigando-o a recorrer novamente pela ajuda do canibal Dr. Lecter na prisão. O assassino em questão é agora Francis Dolarhyde (Fiennes), que mata famílias inteiras com requintes de crueldade. Um de seus apelidos é “Tooth Fairy” (ou “Fada dos Dentes”), devido ao macabro costume dele deixar suas impressões dentárias no corpo das vítimas, e mais tarde passou a se chamar “Dragão Vermelho” por causa de uma enorme tatuagem em suas costas, inspirada numa ilustração de William Blake. Fazem parte ainda do convívio do assassino uma jovem colega de trabalho cega, Reba McClane (Emily Watson), por quem Dolarhyde se apaixona, e um repórter intrometido de um jornal sensacionalista, Freddy Lounds (Philip Seymour Hoffman), cuja curiosidade lhe custou caro. O agente Graham inicia então uma árdua jornada de perseguição ao psicopata, estudando detalhadamente suas ações e prováveis provas dos crimes, fato que permite seu afastamento involuntário da esposa, Molly (Mary Louise Parker), deixando-a perigosamente desprotegida.
Curiosamente, o personagem do policial Jack Crawford foi interpretado por Scott Glenn em “O Silêncio dos Inocentes” e por Harvey Keitel em “Dragão Vermelho”, e o desagradável diretor da prisão Dr. Frederick Chilton (Anthony Heald) foi interpretado pelo mesmo ator em ambos os filmes.
A trilogia começou de forma excelente com “Silêncio dos Inocentes” e terminou igualmente com “Dragão Vermelho” (ou seria o contrário?), fortalecendo ainda mais o prestígio de Anthony Hopkins na pele de um dos mais fascinantes psicopatas do cinema. |
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Dragão Vermelho (Red
Dragon) Direção: Brett Ratner; Roteiro: Ted Tally, baseado em livro de Thomas Harris; Produção: Dino De Laurentiis e Martha Schumacher; Música: Danny Elfman; Fotografia: Dante Spinotti; Desenho de Produção: Kristi Zea; Direção de Arte: Steve Saklad; Figurino: Betsy Heiman; Edição: Mark Helfrich. Elenco: Anthony Hopkins (Hannibal Lecter); Edward Norton (Will Graham); Ralph Fiennes (Francis Dolarhyde); Emily Watson (Reba McClane); Mary-Louise Parker (Molly Graham); Harvey Keitel (Jack Crawford); Philip Seymour Hoffman (Freddy Lounds); Anthony Heald (Dr. Frederick Chilton); Robert Randolph Caton (Patrono do museu); Barbara Kerr Condon (Avó Dolarhyde); Tyler Patrick Jones (Josh Graham); Ken Leung (Lloyd Bowman); Anthony Reynolds (Rankin); Tom Verica (Sr. Leeds); Ellen Burstyn (Sra. Dolarhyde - voz) |
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