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RESENHA: |
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Por Renato Rosatti |
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Num
determinado momento, um personagem diz para outro algo como: “Se você
fosse o dono desse planeta e também do inferno, iria alugar o primeiro e ir
viver no inferno”. A frase tem um efeito interessante pois o tal
planeta, chamado de “Crematória”, possui uma variação de temperatura
entre 370 graus Célsius positivos e 180 graus negativos. Mas, poderíamos
utilizar o comentário de outra forma: “Se você assistiu Eclipse Mortal e
ainda não viu A Batalha de Riddick, então fique com o primeiro e mande o
outro para o inferno”.
Na verdade, deixando a brincadeira de lado e sendo menos radical, você pode assistir “A Batalha de Riddick” (The Chronicles of Riddick, 2004), que estreou nos cinemas brasileiros em 16/07/04, só não espere um filme no mesmo nível de seu antecessor, infinitamente superior, “Eclipse Mortal” (Pitch Black, 2000). A história de “A Batalha de Riddick” se passa cinco anos após os eventos ocorridos no primeiro filme, onde um grupo de sobreviventes da queda de uma nave num planeta hostil tenta lutar por suas vidas contra monstros carnívoros alados noturnos, oriundos das profundezas do planeta e que vem à superfície somente há cada 22 anos. Para ajudá-los, eles tem que contar com a habilidade de um temido criminoso que tem o poder de enxergar no escuro, o anti-herói Richard Riddick.
Desde que vi o trailer de “A Batalha de Riddick” pela primeira vez nos cinemas, já imaginava que esse novo filme da franquia iria apresentar uma história totalmente diferente e bem menos atraente do que “Eclipse Mortal”, investindo muito mais num show de belas imagens e efeitos especiais e muito menos num roteiro coerente e interessante. A história até parece não pertencer ao mesmo universo ficcional de seu antecessor, de tanto que os filmes são diferentes. Existem poucas coisas em comum como vagas lembranças de alguns eventos do original e a presença dos atores Vin Diesel e Keith David repetindo seus papéis, com o último sendo o religioso Imam e Diesel fazendo o temido assassino Riddick, que tem a particularidade de enxergar no escuro através de seus olhos especiais.
Resumindo em poucas palavras, “A Batalha de Riddick” é um filme de Ficção Científica com elementos de Horror com um orçamento milionário (algo em torno de 120 milhões de dólares, com filmagens realizadas no Canadá) e um roteiro descartável, lembrando por exemplo o mesmo caso de “A Reconquista” (Battlefield Earth, 2000), um filme similar produzido com muito dinheiro e belíssimos cenários gigantescos, mas com uma história constrangedora de tão ruim e cheia de clichês irritantes. Talvez até funcionaria melhor se fosse desvinculado de seu filme anterior, o excelente “Eclipse Mortal”, mas os produtores justamente aproveitaram a oportunidade de seu sucesso comercial e investiram num filme destacando Riddick (que até está no título), numa jogada de marketing tentando faturar em cima da imagem de um personagem que nem é tão carismático assim para receber tanto destaque, provando que para se obter lucros no cinema também é necessário investir numa boa história. Curiosamente, mesmo apesar do filme estar sendo mal recebido pela crítica e público em geral, a franquia está crescendo bastante, tanto que já existe uma animação chamada “Dark Fury”, baseada no mesmo universo ficcional, e há a intenção de se produzir pelo menos mais dois filmes dentro da mitologia iniciada com “Eclipse Mortal”, completando uma trilogia com essas novas aventuras de Riddick, num fato já provado pelo desfecho exagerado de “A Batalha de Riddick”, filmado especialmente como gancho para uma sequência, que talvez seria melhor se nem fosse filmada...
'A Batalha de Riddick' (The Chronicles of Riddick, 2004) |
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A Batalha de Riddick
Direção de David Twohy. Roteiro de David Twohy,
baseado em personagens criados por Jim Wheat e Ken Wheat. Produção de Vin
Diesel e Scott Kroopf. Fotografia de Hugh Johnson. Música de Graeme Revell.
Edição de Tracy Adams, Martin Hunter e Dennis Virkler. Desenho de Produção
de Holger Gross. Direção de Arte de Kevin Ishioka, Mark W. Mansbridge e
Sandi Tanaka. de Peter Knowlton. Elenco: Vin Diesel (Riddick), Colm Feore
(Lorde Supremo), Thandie Newton (Dame Vaako), Judi Dench (Aereon), Karl
Urban (Vaako), Alexa Davalos (Kyra), Nick Chinlund (Toombs), Keith David (Imam),
Linus Roache, Mark Gordon, Roger R. Cross, Yorick van Wageningen. |
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Cinema (LIGA FANZINE) - O fantástico mundo das tela |
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