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NOTICIA -
03/11/2006: |
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Press Release |
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Espetáculo “Crucial 21”, com lançamento previsto para dezembro, traz para o teatro fragmentos do fazer cinematográfico e literário
Para Gilson Vargas, a direção do espetáculo consiste num desafio. “Não acredito no artista que não se transgride. Para mim, um diretor de cinema, aceitar o desafio de dirigir uma peça de teatro é naturalmente uma prazerosa transgressão”, considera. “No cinema, podemos dizer corta e começar de novo, o diretor tem a batuta e o megafone. No teatro estou experimentando algo diferente, essa coisa efêmera do dia-a-dia, do palco que se preenche e se esvazia”. Paulo Scott também destaca as diferenças entre o fazer literário e o teatro, salientando que o resultado final de “Crucial 21” potencializou sua concepção original. “Comparado ao universo literário, o texto de teatro possui possibilidades menores. No entanto, estabelece um plano novo para a linguagem, já que prevalecem à oralidade, o silêncio, a omissão e o gesto. Um texto teatral depende da montagem, das atuações, da direção. Na literatura, esses elementos inexistem. Por isso, esgarça os parâmetros confortáveis daquele que resolve todo um universo com palavras”, observa. A peça, com estréia prevista para dezembro, em Porto Alegre, investe no teatro e na criação de uma dramaturgia contemporânea e vigorosa para a construção de um espetáculo que se comunique com o espectador de hoje, abordando questões consideradas essenciais, como a relação com a própria vida. “Crucial 21” coloca em cena uma mulher que é trazida de volta à vida, por um período restrito de 21 horas, para cumprir suas últimas obrigações com o Estado e com seus credores. “O Texto se originou de uma poesia composta em duas partes, intitulada ‘Mensagem de longe’, publicada no meu último livro, o ‘Senhor escuridão’ (Rio de Janeiro: Editora Bertrand - Grupo Record, 2006). Seu tema imediato, pode se dizer, é a incomunicabilidade contra a qual persistirão algumas relações, no caso, uma relação de amor entre um homem que acompanha uma cliente ressuscitada”, explica o autor. Com atuação de Vanise Carneiro e Marcos Contreras, contando ainda com a participação de José Baldissera, “Crucial 21” aborda a história de uma mulher que acorda dentro de um aquário, em um lugar desconhecido e um acompanhante que se apresenta apenas como “um funcionário”. Mais adiante se revelará a verdade: a mulher está fazendo parte de um obscuro plano do governo “Crucial 21”, que tem por objetivo ressuscitar por 21 horas pessoas importantes, como políticos, empresários e grandes executivos que detenham informações “cruciais”, que não possam ser levadas para o túmulo. Esta mulher, chamada pelo funcionário apenas como “cliente”, trabalhava como intermediária no serviço de exploração e distribuição de água, a última moeda forte num futuro não tão distante. “A peça fala do homem fragmentando pelo mundo tecnológico, onde as relações entre as pessoas são menos um ato humano e mais um ato burocrático. Dois personagens num limbo travam um xadrez emocional, cujo único final possível é ir de encontro ao abismo”, resume Gilson Vargas. “É como um mergulho no abismo entre os dois personagens centrais, em uma situação extra-cotidiana, uma situação ‘limite’. Esse pêndulo entre força dramática, visceral e poesia etérea acontece à medida que há inversões de ânimo entre os personagens, presos num espaço indefinido, cuja única premência é o tempo: 21 horas”, compara. Paulo Scott é considerado uma revelação das letras brasileiras, transitando pelo romance, contos e poesias recebendo excelentes críticas em todo o Brasil. Autor de livros como “A Timidez do Monstro” (poesia) e “Voláteis” (romance) lançados pela Editora Objetiva e “Ainda Orangotangos” (Contos) da Editora Livros do Mal, o qual foi recentemente adaptado para o cinema, e será filmado ainda este ano. O diretor Gilson Vargas é um dos destaques do cinema gaúcho, tendo realizado diversos curtas e médias-metragens premiados nacionalmente e internacionalmente, como “Até”, premiado em Gramado (1999) como o Melhor Curta Gaúcho; “Quem?”, Melhor Ator, Atriz e Fotografia no 1º Prêmio APTC de Cinema Gaúcho; “À Sombra do Outro”, Melhor Filme e Melhor Direção na primeira edição do CineEsquemaNovo e “Vaga-Lume”, Grande Premio de Melhor Obra de Ficção do First International non-budget Film Festival de Cuba, concorrendo com 100 produções de mais de 28 países. Seus filmes já foram exibidos em festivais e mostras em países como: Inglaterra, Alemanha, Suíça, Áustria, França, Espanha, Portugal, Croácia, Canadá, Estados Unidos, México, Cuba, Argentina, Espanha e Cuba. Recentemente, dirigiu para RBS TV os episódios de teledramaturgia “Noite”, adaptado do texto de Erico Verissimo em homenagem ao centenário do escritor, e “Porto Alegre de Quintana”, em homenagem ao centenário do poeta Mario Quintana. Gilson Vargas é sócio da produtora Clube Silêncio, que em apenas dois anos de existência obteve mais de 50 premiações (entre as quais sete Kikitos em Gramado) e lança em 2007 dois longas-metragens: “Cão Sem Dono”, de Beto Brant e Renato Ciasca e “Ainda Orangotangos”, de Gustavo Spolidoro. Desde 2004 é professor de Roteiro e de Direção do Curso de Realização Audiovisual da UNISINOS. FICHA TÉCNICA:Texto -
Paulo Scott |
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Espetáculo 'CRUCIAL 21' |
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